sábado, 9 de junho de 2012
Coisas do coração... AMIGOS
Sentimentos sempre foram um dilema pra mim. Acho que demorei muito a aprender a lidar com isso (se é que já aprendi). De qualquer forma, hoje sou melhor que ontem.
Ja tive amigos que nunca souberam o quanto eu os amava. E outros que mesmo sabendo, não valorizaram. Já desprezei amores e sofri por uns tantos. Já desejei proximidade com uns e ignorei outros que fizeram muita coisa para estarem junto de mim. Como diz uma antigo música "meu coração é um campo minado".
Nunca soube classificar minhas amizades, como quem relaciona os amigos numa lista de "ranking". Cada amigo ou amiga tiveram e tem sua importancia na minha vida. Estando dentro ou fora de contexto.
Tenho saudade de um amigo muito antigo. Um amigo insistente, muito insistente. Que de tanto insistir, marcou minha história. Era meu amigo " sem lacre". Com ele poderia conversar sobre qualquer coisa, a qualquer momento. Costumava convidá-lo para minha casa apenas para fazer-lhe uma demostração da minha mais rcente descoberta culinária mais que exótica. E ele, comia e "gostava" de tudo. Até da minha carne com canela e cravo da índia! Sentávamos na calçada depois d eum dia de trabalho e da aula noturna e ficávamos imaginando o futuro e olhando as estrelas. De vez em quando nos aborrecíamos um com o outro. Fcamos dois anos sem nos falar, mesmo morando no mesmo quarteirão. Nos odiávamos ás vezes e não poupávamos verdades sobre os defeitos do outro quando estávamos com raiva. E olha que ele nem tem facebook. Que pena, talvez nunca saiba da sua importãncia.
Já tive amigos que insistiam em que eu lhe fizesse alguma confidência. Esperaram em vão. A estes nunca fiz. Alguns deles até mereciam. Eram amáveis e confiáveis, mas não havia abertura no meu coração. Estes também tiveram sua importãncia. Me ensinaram a gostar de certas pessoas mesmo quando elas não nos correspondem.
Já desejei amizade de pessoas, que me ignoravam. Alguns mais que isso, não me suportavam. mesmo assim, eu torcia por um mínimo de proximidade sequer. Já afirmei amizade com pessoas que jamis confirmariam isso. Coisas do coração.
Já tive amigos detestáveis. Até pra mim mesma. Amigos daqueles que a gente não aguenta muito tempo. Já tive amigos interesseiros, tipo que so saia comigo porque eu tinha a grana para pagar a pizza. E eu gostava de alguns deles. Para outros eu pagava a pizza mais baratinha que tivesse. Já tive aqueles que só queriam de mim a carona, outros, as coisas emprestadas. A alguns eu dizia claramente: "não empresto". A outros eu emprestava mesmo sabendo que o irresponsável não iria devolver nunca mais. Coisas do coração.
Já tive amigos silenciosos, assim como já tive amigos obstinados em me fazer mudar! Nunca os entendi. Já tive amigos invejosos disfarçados. Até aqueles que torciam para que meus intentos não lograssem êxito para assim, poderem se deliciar em apreciar um mísero momento de fraqueza meu. Muitos virão. Outros jamais verão!
A maioria dos meus amigos foram MEUS MAIORES CRÍTICOS. Nunca me pouparam de sua acidez.
Ja tive uma amada amiga, meio antiguinha sim. Que eu morria d einveja dela na sala de aula. Era a numero um da chamada, a numero um em notas boas da sala. Uma menina caladinha, quietinha (tudo o que eu tinha vontade de ser). Éramos água e óleo. Um dia o destino cruzou nossos caminhos, e hoje acho que quase trinta anos depois, eh praticamente uma irmã. A quem eu amo muito e tenho plena admiração pela sua capacidade de resignação e resiliência. Se ela acessar essa minha postagem vai saber que eu morro de orgulho dela por ela um dia ter realizado a proeza de comer dois sanduiches X-Tudo e tomar duas cocas-cola (e ela não e gorda, viu! A gorda sou eu!!!). Essa talvez seja a única amiga que nunca me criticou em meus defeitos. Não que ela não os conheça. Mas quando estou com ela, é como se ela não os percebesse. Não me lembro de nenhum dia ela ter me criticado. Então, justificada está sua posição no meu coração e na minha vida.
Pode até ser que eu tenha amigos tão sileciosos como inimigos disfarçados. Enfim, com tanta coisa no meu coração não tenho tempo para os perceber. A indiferença nesse caso torna-se uma virtude. Sei que algumas pessoas não tem apreço ou afeição por mim. Algum problema? Não. nenhum. Eu simplesmente não tenho afeição por tantos. E com alguns não me esforço nem para disfarçar. Coisas do coração.
O primeiro ingrediente para eu não gostar de uma pessoa (o que é normal) é perceber qeu ela não tem afeição por mim. Ora, isso pra mim é uma forma de respeitar o outro e poupa-lo de uma presença indesejada. Jamais vou me impor ou tentar conquistar o sentimento de quem não quer me dar. Simples assim. Da mesma forma. Se eu te ignoro, por Deus, não insista para que te dê atenção. Não vai dar. Na boa. Coisas do coração.
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