Já há alguns dias estou com muita vontade de escrever. As vezes do nada, me vêm a cabeça, títulos, temas, textos, reflexões, e como estou soterrada de obrigações compulsórias de uma agenda "normal" dos mortais modernos, tenho adiado meus posts. Pelo menos até que eu consiga organizar as idéias.
Nesse turbilhão de obrigações, inspirações e reflexões, hoje estou me sentindo como uma ARTE ABSTRATA. Uma daqueles quadros multicoloridos pendurados em alguma parede branca ou preta de uma silenciosa galeria, onde, diversos outros seres humanos se detém diante dele e ficam imaginando: o que será isso? Porque as cores? - ou a falta delas?. Há dias que estou multicolorida. De idéias de sentimentos. Outros, estou preto e branco. Os mais difícies são aqueles em que estou apenas rabiscos desconexos de cor cinza sobre um fundo preto. O mais interessante de se sentir uma arte abstrata é a liberdade de ser, mesmo sem ser compreendida. Ou mesmo sendo-a diferentemente do que se realmente é. (Putz! acho que viajei na filosofia. Faz parte!).
Sentir-se ARTE ABSTRATA está diretamente ligado à compreensão ou a falta dela. Assim como já me deparei com quadros totalmente incompreensíveis pelo meu pensamento judaico-cristão-ocidental, sei que as vezes também sou assim observada. Claro! Assim como também já elaborei conceitos e justificativas para tentar explicar aquilo que nem eu mesma entendia, assim também sei que sou passiva da mesma observação.
O místico, o divido e sagrado de ser um espécie de arte abstrata humana eá liberdade de ser. SER, complexo, abstrato, simples, básico, clásico ou cinza.
Quem produz um quadro abstrato quase nunca conhece o olhar dos seus apreciadores, e, de certo, nem mesmo quem o elaborou o sabia porque o fazia. A ARTE DE SER, ABSTRATO OU NÃO.
Sem que seja preciso perambular por alguma galeria, basta me olhar no espelho, e eis ali exposto o meu quadro multicolorido e simplemente mágico quando se observa de perto, são apenas rabiscos em preto e branco.
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