BILHETE
Tenho uma memória muito musical. Música faz parte da minha forma de pensar. Algumas vezes ouvi músicas e tentei imaginar os sentimentos cantados sem que eu mesma os tenha sentido. É muito provável que vez ou outra farei referência a alguma delas nas minhas postagens. Mas hoje, acordei remexendo meus sentimentos, e uma música veio embalar esse momento. "Bilhete", composta por Ivan Lins. Uma música forte. Quase visceral. Comparo-a a "Paralelas" interpretada por Vanusa e "Atrás da Porta", cantada aos prantos por Elis Regina. Mas hoje eu recordei o meu próprio Bilhete. No Bilhete cantado, o início do fim é a "quebra" (QUEBREI O TEU PRATO), depois há uma demonstração desse rompimento - uma expulsão - quando o verso afirma TRANQUEI O MEU QUARTO, e celebra para eliminar tudo o que fosse possível: BEBI TEU LICOR... Sim, estava tudo acabando, ou acabado. Era o ritual da separação. Mas, "o meu bilhete" foi bem mais simples, mas não menos intenso, nele apenas repeti o verso:
"Eu limpei minha vida, te tirei do meu corpo, te tirei das entranhas... FIZ UM TIPO DE ABORTO"!!!
Sim, "fiz um tipo de aborto emocional".

Um comentário:
Fortíssimo, esse bilhete!!!rsrsrs
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