terça-feira, 1 de maio de 2012

CONTANDO O TEMPO


CONTANDO O TEMPO

Quanto eu tinha uns treze anos de idade, eu comecei a pensar sobre o tempo. E nessa reflexão comecei também a "contar o tempo". Naquela época eu contava quantos anos a mais eu teria na minha vida. Nunca chegava a um número exato. A certeza era apenas de que, eram muitos, muitos anos, muito tempo. Quando fiz 15 anos, o que é um marco (ou era) na vida de uma menina, comecei a achar que o tempod emorava muito a passar, e, logo, queria ter 21 anos, ser independente. Chegada atão esperada maioridade civil, o relógio disparou! Logo fiz 23, comprei meu primeiro carro... trabalhava feito uma louca, e todas as decisões acssórias de quem acha que já pode governar sua própria vida. Na próxima sexta-feira, involuntariamente estarei contando o tempo mais uma vez. Dessa vez olha para o tempo passado e imagino tudo o que vi e vivi. Vejo muita coisa, e acho que o tempo foi pouco. pouquíssimo. Parece que nasci há muito pouco tempo. Sou uma criança (pelo menos me sinto assim). Mas quando procuro valor em muita coisa que pude ver na história da humanidade - e porque não dizer, na minha própria história) fico surpresa pelo tamanho significado dessa caminhada da humanidade, e de ver minha própria pegada na areia.

Sim, eu vi a ditadura militar no Brasil. Cantei - e nunca esqueci - de todos os hinos cívicos que cantávamos diariamente antes do início da aula. Como criança que era, o que eu via me fazia sentir segura. Era apenas uma crinaça na escola. Compreensível. Vi a "redemocratização do Brasil", a cinimatográfica - talvez dramática - campanha das "Diretas Já". Vi a guerra das malvinas, a guerra do Golgo Pérsico - preferi não tê-la visto mas era impossível barrar a televisão - a operação Tempestade no Deserto, a emocionante queda do Muro de Berlin, Mandela Presidente depois de cerca de vinte e cinco ou 27 anos de prisão - e saiu coma mesma dignidade que entrou. Vi o primeiro negro tomar posse como Presidente dos EUA e  Margareth Tatcher como primeira ministra. Vi a tv em preto e branco, a tv colorida e, claro, os celulares, e, mais ainda, o impressionante nascimento do mundio virtual, a internet! Então, a impressão que eu tenho é de que, eu sou uma criança ainda. Nasci ontem. Sim, passou-se pouco tempo. posso contá-lo ainda. Então, olho patra frente e penso: "o que ainda veremos"? Carros no espaços, como Hanna e Barbera  imaginaram há mais de 70 anos, e que nunca conseguimos construir? Guerras nucleares? Avatares? Tsunamis?... se pudesse escolher, veria crianças, bebês de colo, beijos apaixonados, árvores, rios, casas no campo. Sim, tenho muito tempo ainda para contar. ´No final desta semana com certeza contarei mais uma vez o tempo.

Glacy, A Viajante.
Boa Vista-RR, 01 de Maio de 2012.

Um comentário:

Angela Belo disse...

Que o tempo te dê mais tempo para sonhar ainda mais.